O fim da "Maratona Invisível" no CD: Por que a Curva ABC não é mais suficiente para o seu Picking?
- estatanalytics

- 14 de jan.
- 2 min de leitura

Se você gere um Centro de Distribuição, sabe que o relógio é o seu maior inimigo. Mas o que muitos gestores demoram a perceber é que o prejuízo não está apenas na velocidade do braço do operador, mas na sola do sapato.
Estudos indicam que o travel time (tempo de deslocamento) pode representar até 50% dos custos operacionais de picking. Em termos práticos: metade do que você paga em folha de pagamento na operação serve para as pessoas caminharem, muitas vezes, vazias.
O Mito da Curva ABC Estática
Por décadas, fomos ensinados que colocar os itens "A" perto da doca resolvia o problema. Mas o mercado mudou. O e-commerce trouxe fracionamento e o giro de estoque ficou volátil.
Depender apenas da Curva ABC é como olhar para o retrovisor: você organiza o armazém com base no que já saiu, ignorando a correlação entre os produtos. É aqui que entra o Slotting Optimization de última geração.
Indo além: Do ABC ao "Item de Arraste"
A grande virada de chave na eficiência logística atual não é apenas saber o que sai mais, mas o que sai junto.
Imagine que seu software identifique que, estatisticamente, toda vez que o Item X é vendido, há 85% de probabilidade de o Item Y ser solicitado no mesmo pedido.
Na logística tradicional: O item X está na Zona A e o Y na Zona B. O operador cruza o armazém duas vezes.
Com Slotting Inteligente: O sistema identifica o "item de arraste" e posiciona o Item Y imediatamente ao lado ou no fluxo natural do Item X.
Estamos falando de Probabilidade de Saída por Afinidade. É transformar o layout do seu armazém em um organismo vivo que se adapta ao comportamento de compra do cliente.
Os 3 pilares da otimização que implementamos:
Redução de Travel Time: Menos quilômetros rodados, mais pedidos despachados.
Densidade de Picking: Otimização do espaço para que o operador carregue mais itens em um único roteiro.
Ergonomia e Fluxo: Posicionamento inteligente que evita o cruzamento de equipamentos e pessoas em corredores críticos.
Conclusão
Otimizar o endereçamento (slotting) não é um projeto de "uma vez por ano". É um processo contínuo. No cenário atual, ganha quem consegue extrair mais produtividade da estrutura que já possui, sem precisar dobrar a equipe ou aumentar o galpão.
E no seu CD? Você sabe quantos quilômetros sua equipe caminha por dia para entregar o resultado? Vamos debater nos comentários.
Texto por: Antonio Carlos Vieira, Head de Operações da EstatAnlytics




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